Está disponível na Internet um vídeo interessante, que merece ser visto e, sobretudo, ouvido. Informo, de saída, que é uma dessas obras aparentemente inverossímeis, que tratam de conspirações diabólicas, em que homens mal intencionados unem-se para ferrar a humanidade. Chama-se “Zitgeist, the movie”, sendo zitgeist uma palavra alemã que significa alguma coisa parecida com “o espírito do tempo”, ou “o tempo de uma cultura”. Tem três partes: uma trata das religiões, o Cristianismo em particular, e é o motivo que me leva a citá-lo; a segunda é sobre o atentado contra as torres de Nova York; e o terceiro, a união dos grandes banqueiros para dominar o mundo por meio do dinheiro, muitíssimo dinheiro que nós, otários, entregamos para eles. O autor é o americano Peter Joseph, que aparentemente trabalhou sozinho numa pesquisa gigantesca – para justificar as três partes da história, ele apresenta um rol de obras consultadas portentoso. Peter expõe sucintamente seu objetivo: inspirar as pessoas a olharem o mundo de uma perspectiva mais crítica e entenderem que, muitas vezes, coisas que elas acham que são, na verdade não são. Convém, insisto, aplicar esse mandamento ao próprio filme que o anuncia.
Sobre as religiões, ele começa afirmando que todas descendem da egípcia adoração do deus Orus (o Sol), e cita uma série de coincidências de que, confesso, jamais ouvira falar – e pretendo eu próprio pesquisar para comprovar sua veracidade, atento à advertência feita pelo autor: não basta dar uma olhada rápida no Google, é preciso malhar nas bibliotecas. Todas têm um deus nascido em 25 de dezembro, de uma mãe virgem, sob a luz de uma estrela gigantesca, começaram a se revelar aos 14 anos, iniciaram sua pregação às gentes aos 30, tinham doze seguidores (ou doze irmãos), foram mortos e ressuscitaram. Compõem esse rol de superdotados o já citado Orus egípcio, Athis, da Frigia, Krishna, da Índia, Dionísios, da Grécia, Mitra, da Pérsia, e o nosso Jesus.
De onde surgiram essas coincidências? Da Astrologia, garante Peter. 25 de dezembro é o momento em que Sirius, a maior estrela do firmamento, brilha com toda a intensidade. Os números 12, 14, 30 têm lá seus significados especiais. Até a cruz, tão representativa do Cristianismo, vem da Astrologia, que divide o círculo celeste em quatro partes com duas linhas retas que se cruzam. Tudo isso está minuciosamente explicado e justificado e é impossível resumir aqui. Nem vale à pena.
O filme é interessante de ver, é daqueles que não dá folga ao espectador, desenvolve-se sempre em alta velocidade e é preciso estar atento para não perder as informações e os comentários, muitas vezes jocosos. O capítulo das religiões, por exemplo, começa com o narrador citando que deus escreveu suas leis em duas pedras, ameaçou os que as desrespeitassem uma vez sequer com a tortura infinita de um local quente, cheio de fogo. Enquanto ele fala, sucedem-se em rápida seqüência, na tela, imagens de Moisés com as tábuas dos mandamentos, os judeus aproveitando a ausência do líder para adorar um bezerro de ouro, o inferno fumegante e, para encerrar, uma mensagem curta que ocupa toda a tela: deus ama você.
Veja em Zeitgeist e procure o site do Peter, com todas as explicações necessárias, e uma infinidade de comentários a favor e contra. Divirta-se.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
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